Uma pesquisa inédita apresenta a relação entre as mulheres e as apostas online.

Os números mostram que 42% delas já jogaram ou continuam jogando e 12% são afetadas por parentes ou amigos que apostam.
Ou seja, somadas, mais da metade das mulheres no Brasil sentem o efeito direto das bets, sendo apostadoras ou não.
Essas informações estão no estudo “Mulheres e Bets: o custo das apostas online para as brasileiras e suas famílias”, conduzida pelo Estúdio Clarice, Estratégia Latina e Instituto Ideia.
A divulgação foi nesta segunda-feira.
O levantamento ainda mostra que 72% das apostadoras têm filhos.
No recorte racial, 45% são autodeclaradas pardas, 39% brancas e 37% pretas.
A pesquisa revela que, para a mulher, a aposta nasce menos como um lazer ou entretenimento e mais como uma estratégia de administração financeira e sobrevivência doméstica.
Elas querem cobrir despesas essenciais, como pagar boletos, comprar comida ou itens para os filhos, e não buscam uma vida luxuosa.
Além da questão do endividamento, as apostas online desgastam as relações familiares, e as mulheres são atingidas duplamente, pois são elas que normalmente gerenciam as contas da casa e as relações afetivas.
O resultado disso é que, enquanto 50% dos homens defendem a proibição das bets, entre as mulheres esse número sobe para 62%.
O relatório foi feito a partir de estudos qualitativos e quantitativos realizados em junho e agora em agosto.
*Com informações da Agência Brasil
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