Passado o primeiro turno, a campanha já recomeçou. A segunda-feira foi de realinhar os planos. O candidato Lula, do PT, fez uma reunião de coordenação, onde mais do que uma avaliação, fez uma convocação para que todo mundo supere a decepção e trabalhe intensamente até o dia 25. Tente entender a alta abstenção, porque mais de 30 milhões de eleitores não foram votar.

Ao citar a crise no Supremo e as denúncias de envolvimento de ministros com Daniel Vorcaro, Lula disse assim: “só tem um candidato antissistema. E somos nós. Estamos carregando nas costas uma coisa muito grave que é a promiscuidade estabelecida na Suprema Corte depois dessas denúncias”.

Lula ainda disse que vai continuar fazendo campanha nas ruas. Lembrando a multidão que, segundo ele, é movida a paixão, e que foi às ruas em várias cidades nos últimos dias antes do primeiro turno. Por fim, deixou bem claro: agora sim é importante ir ao debate na televisão porque é um contra um. O tête-a-tête.

Falando em debate, o outro candidato, Flávio Bolsonaro, do PL, que também teve reuniões internas ontem disse que vai debater, viu. O coordenador da campanha dele, o senador Rogério Marinho, ao final da reunião falou dessa disposição. Que Flávio quer debater, só precisa estabelecer quais embates serão feitos. Inclusive, já recebeu quatro ou cinco convites diferentes, está avaliando. Rogério Marinho ainda disse que vai se reunir hoje à tarde com o presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, para tratar do que chamou de interferência indevida do judiciário. “Colocar as preocupações”, disse. Para hoje, Flávio Bolsonaro vai estar em Goiânia. Se encontra com o quinto colocado na votação, o Ronaldo Caiado, que já declarou apoio a ele. Tarcísio de Freitas, governador reeleito de São Paulo, participa também.

Já Lula, do PT, não tem agenda pública de campanha para hoje. Pelo menos por enquanto.

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