O Governo Federal teve um déficit de R$ 13,6 bilhões em agosto, R$ 2 bilhões a menos que no mesmo mês do ano passado.
O resultado também foi melhor que o esperado pelo Ministério da Fazenda, que previa R$ 16 bilhões no vermelho.
O resultado foi divulgado nesta terça-feira pelo Tesouro Nacional.
Esse número negativo é a diferença entre os resultados positivos do Tesouro e do Banco Central contra o déficit da Previdência Social.
Na comparação com o ano passado, agosto teve um crescimento de receitas de 3,5%, impulsionado pelas vendas no comércio e serviços, importação e o imposto sobre a exportação de petróleo, reforçada com a guerra no Irã.
As despesas em agosto cresceram 1,9%.
Entre os principais fatores estão o pagamento do fundo de financiamento de campanha, aumentos dos benefícios previdenciários e as medidas para reduzir o impacto econômico do conflito no Oriente Médio.
No acumulado de 12 meses, o resultado é um déficit de R$ 68 bilhões.
O secretário do Tesouro, Daniel Leal, considera compatível com o cumprimento da meta fiscal deste ano.
“Então a gente tá aqui com um resultado primário projetado pro fim do ano de efetivo de menos 80 bilhões, após as deduções de 67 bilhões ficaria num resultado de menos 13.6, como o piso da meta é zero, então exatamente o que explica esse menos 13.6 vai ser o valor que tá sendo contingenciado pro atingimento da meta”, diz.
A meta determinada pelo arcabouço fiscal é de superávit de R$ 18 bilhões, com limite inferior de zero, igualando receitas e despesas.
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