O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) ficou em 0,70% em setembro, após registrar deflação de 0,40% no mês anterior, conforme os dados divulgados nesta sexta-feira (25) pelo IBGE. No ano, o índice acumula alta de 3,82% e, em 12 meses, de 4,47%. Considerado a prévia da inflação oficial do país, o IPCA-15 apresentou alta nos nove grupos de produtos e serviços pesquisados.

O resultado foi puxado principalmente pelo grupo Habitação, que subiu 2,07% no mês, exercendo também o impacto mais significativo sobre o índice, de 0,31 ponto percentual. Esse avanço foi impulsionado pela energia elétrica residencial, que saltou 7,42% em setembro — revertendo a queda de 6,25% observada em agosto. De acordo com o IBGE, o reajuste reflete o fim do Bônus de Itaipu, que havia sido creditado nas faturas emitidas em agosto.
O grupo Transportes subiu 0,60% no período e marcou a terceira maior alta do indicador no mês, atrás de Habitação e Despesas Pessoais (0,96%). No recorte por região, as onze áreas de abrangência tiveram alta em setembro. A maior variação foi observada em Goiânia (0,95%). O menor resultado ocorreu em Recife (0,44%).
Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 15 de agosto a 15 de setembro. O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários-mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia.
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