Cresceu no Brasil o número de casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em crianças e adolescentes até 14 anos de idade. O aumento está associado principalmente ao rinovírus, que causa resfriado nos pequenos. A informação está no Boletim InfoGripe, da Fiocruz, divulgado nesta quinta-feira (3).

Os dados apontam que três estados estão com sinal de crescimento de casos de síndromes graves, com explica Tatiana Portella, pesquisadora da Fiocruz:

“Apenas três estados estão com incidência em nível de alerta, risco ou alto risco e com sinal de crescimento na tendência de longo prazo, sendo eles Alagoas, Goiás e Paraíba. Nesses estados, o aumento também se concentra especialmente nas crianças e adolescentes e tem sido causado, principalmente, pelo rinovírus e, em menor escala, pelo metapneumovírus.”

A pesquisadora dá algumas recomendações para as famílias em caso de sintomas de gripe ou resfriado:

“Caso alguém tenha uma criança ou adolescente em casa com sintomas de gripe ou resfriado, o ideal é que não vá à escola nem à creche. Que fique em casa, em isolamento, para evitar transmitir esse vírus para outras crianças. Se não for possível fazer esse isolamento, nós sempre recomendamos que a pessoa saia de casa usando uma boa máscara. Além disso, é fundamental manter a vacinação sempre em dia.”

Cenário nacional

Apesar do crescimento entre crianças e adolescentes, no cenário nacional, há queda no número de casos respiratórios graves. Já entre as capitais, seis estão em nível de alerta, risco ou alto risco com tendência de alta nos casos de síndrome respiratória aguda grave: Aracaju, Boa Vista, Goiânia, João Pessoa, Salvador e Vitória.

A ocorrência de casos respiratórios graves é mais elevada nas crianças pequenas e está associada, principalmente, ao vírus sincicial respiratório, o chamado VSR. Ele também é o principal causador de mortes entre os pequenos, ao lado do rinovírus. Mas os casos de síndrome respiratória aguda grave por VSR continuam caindo na maior parte do país, exceto em Roraima, onde as internações pelo vírus estão em alta.

Já a mortalidade é maior entre os idosos, provocada principalmente por influenza A, rinovírus e VSR. O boletim destaca ainda que os casos graves de influenza B estão subindo na Bahia, no Mato Grosso e no Ceará. Em relação à covid-19, a situação é de baixa incidência em todo o país.

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