Alagoas, Mato Grosso e Roraima apresentam casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave em nível de alerta, risco ou alto risco, com sinal de crescimento.

A informação está no boletim Infogripe da Fiocruz, divulgado nesta quinta-feira (27).

O aumento das ocorrências em Mato Grosso e Roraima ocorre principalmente em crianças de 2 a 4 anos. Em Alagoas, a alta atinge a faixa de 2 a 14 anos.

Segundo Tatiana Portella, pesquisadora da Fiocruz, ainda não há dados suficientes para identificar o vírus responsável pelo crescimento.

“A gente acredita que os vírus que estejam impulsionando esse aumento dos casos nas crianças e adolescentes, seja principalmente o rinovírus, que é o vírus do resfriado comum. E também, em menor escala, o metapneumovírus”.  

O rinovírus também responde pelo leve aumento dos casos respiratórios graves em crianças e adolescentes no país.

A pesquisadora também detalhou a situação em relação ao vírus influenza.

“O período de sazonalidade da Influenza A já se encerrou no país. Então, os casos graves, por influenza A, já estão baixos na maioria dos estados. A gente só tem observado um leve aumento dos casos graves por influenza B nos estados da Bahia e Mato Grosso”.

O boletim ainda alerta para o crescimento de Síndrome Respiratória Aguda Grave a longo prazo em quatro capitais: Aracaju, Belém, Boa Vista e João Pessoa.

Outros oito estados apresentam incidência em níveis de alerta, risco ou alto risco, mas sem sinal de crescimento: Amazonas, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Sergipe.

Os casos graves provocados pelo vírus sincicial respiratório continuam caindo no país, embora ainda estejam em níveis altos em Roraima.

Entre bebês menores de 2 anos, a queda acompanha a redução das hospitalizações pelo vírus sincicial. Nas demais faixas etárias, a diminuição está associada à queda das internações por influenza.

E os casos respiratórios graves de Covid-19 seguem em patamar muito baixo em todo o Brasil.

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