No dia 25 de agosto é celebrado o Dia do Feirante, data que homenageia homens e mulheres que, antes mesmo do sol nascer, já estão nas ruas montando suas barracas e são profissionais que, além de movimentar a economia regional e nacional, garantem a chegada de alimentos frescos à mesa das famílias brasileiras.
A história do feirante no Brasil remonta a 1914, quando ocorreu a primeira Feira Livre em São Paulo, no Largo General Osório.
Hoje a profissão é regulamentada pela Lei nº 492 de 1984, que estabelece direitos e deveres em todo o território nacional.
Francisco de Carvalho é proprietário de uma banca de frutas e ressalta que a rotina exige disciplina e resistência física.
“A gente trabalha com muito amor, carinho, em prol da população, oferecendo os melhores produtos para eles”.
A cultura das feiras é, também, familiar, e passada de geração em geração. Em muitas bancas, o trabalho é dividido entre pais, filhos e até netos.
Suellen Gomes, feirante do Ver-o-Peso, considerada a maior feira livre a seu aberto da América Latina, destaca o vínculo afetivo com os clientes.
“Meu pai tem 50 anos de Ver-o-Peso, então tudo que eu adquiri foi trabalhando aqui honestamente. Adquiri meus bens, criei meu filho e adquiri muita amizade, também. Eu digo que aqui é minha casa”.
As feiras livres também são espaços de diversidade e identidade popular. Nelas circulam sotaques, cheiros, cores e histórias que ajudam a compor o retrato da cultura brasileira.
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