Em apenas dois anos o número de empresas e outras organizações em funcionamento no Brasil aumentou em cerca de 1,2 milhão. Em 2022 eram 9,4 milhões, passando para 10,6 milhões em 2024, um aumento de 12,5%.

Neste mesmo período, o número de empregados nas empresas e outras organizações cresceu 8,4%, chegando a 68 milhões, enquanto o número de assalariados teve aumento de 7,9%, chegando a 54,2 milhões.
Os dados são do Cempre, as estatísticas do Cadastro Central de Empresas – 2024, e foram divulgados nesta quinta-feira (25) pelo IBGE.
O estudo aponta que as pequenas empresas, com até nove empregados, predominam no país, representando 93,4% do total. Mas são as grandes entidades, com 250 ou mais funcionários, que concentram mais da metade do pessoal assalariado.
Entre as atividades com maior número de funcionários destacam-se a administração pública, o comércio e as indústrias de transformação.
Em 2024, os maiores salários médios foram pagos pela administração pública, tanto para homens quanto para mulheres. Já em relação ao nível de escolaridade, os maiores salários foram pagos pelas entidades empresariais e os menores pelas entidades sem fins lucrativos.
De acordo com a pesquisa, as maiores desigualdades salariais foram verificadas nas entidades empresariais, onde o valor dos salários médios das mulheres corresponde a 78,1% dos salários médios dos homens. A diferença também é grande entre os trabalhadores com ou sem nível superior, chegando a 31,5%.
Regionalmente, o sudeste concentrou quase a metade, 49%, do pessoal ocupado e também pagou a maior massa de salários e outras remunerações, 52,3%.
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