Dados da Confederação Nacional do Comércio (CNC) apontam que as vendas online movimentaram mais de R$ 235 bilhões no Brasil em 2025, com alta de 15,3% em relação ao ano anterior.

No mesmo período, shopping centers registraram queda no fluxo de visitantes e nas vendas. Entre os motivos estão a facilidade das compras pela internet e a possibilidade de pesquisar preços sem sair de casa.

Mesmo assim, a fisioterapeuta Gabriele Costa diz que ainda prefere a experiência das lojas físicas.

“Eu prefiro o shopping. Eu gosto de ver pessoalmente, testar, ver se é isso mesmo e já levar para casa. “

Já o porteiro Luciano Andrade diz que as compras online passaram a fazer parte da rotina. Para ele, a praticidade e a possibilidade de comparar preços pesam na decisão.

“Internet sempre, constante. Pelos aplicativos que tem hoje em dia é mais fácil de se comprar.  Pessoalmente no shopping eu compro mais roupa, porque às vezes não vem adequado ao que você está vendo ali pela internet.”




Vendas pela internet movimentaram R$ 235 bi em 2025  Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

O cenário também tem mobilizado entidades do comércio. A Federação das Câmaras de Dirigentes Logistas (FCDL) da Bahia tem discutido os impactos das mudanças no consumo. O vice-presidente da FCDL Bahia, Antoine Tawil, avalia que o setor passa por um momento de transformação. Segundo ele, o varejo precisa buscar novas estratégias para manter o público e equilibrar os custos operacionais.

“Não há isonomia na tributação. O comércio digital paga menos da metade do que nós pagamos em impostos. Isso nos deixa meio preocupados a longo prazo. A reforma tributária levou anos e anos a ser estudado e a gente acredita que pra colocar essa nova reforma tributária em prática, isso possa regulamentar melhor os impostos do comércio digital,  especialmente as grandes redes.” 

Entre as estratégias discutidas pelos setores estão a ampliação de serviços, experiências presenciais e a integração entre lojas físicas e plataformas digitais.

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