A Caixa Econômica Federal registrou lucro de R$ 3,9 bilhões no segundo trimestre de 2026, puxado pelo financiamento de imóveis, mas com alerta para o aumento de inadimplência.

O resultado representa uma alta de 6% em relação ao mesmo período do ano passado e de 12% na comparação com janeiro a março.
Já no primeiro semestre, o lucro foi de R$ 7,5 bilhões, 17% menor que em 2025.
A carteira de crédito total alcançou R$ 1,5 trilhão em julho, sendo que R$ 1 trilhão é de empréstimos imobiliários. Segundo a Caixa, isso deixa o banco estatal na liderança do mercado habitacional.
Inadimplência
A Caixa registrou também avanço da falta de pagamentos. O índice de contas em atraso por mais de 90 dias subiu para mais de 3,5%. Destaque para o agronegócio, em que a inadimplência saltou de 7% no segundo trimestre de 2025 para 20% neste ano.
O vice-presidente de Finanças e Controladoria do banco, Marcos Brasiliano Rosa, afirmou que a medida provisória das dívidas rurais, entregue em julho pelo governo ao Congresso Nacional, pode ajudar nesse cenário.
“Nós já olhamos para essa curva como uma estabilidade. Agora eu olho para essa carteira como uma oportunidade por conta do cenário: medida provisória, possiibildiade de renegociar esses créditos e atender nosso cliente que está hoje com alguma dificuldade por conta de quebra de safra”.
No crédito para pessoas físicas, a inadimplência foi de 6,3%; enquanto entre empresas o número ficou em 14%. A carteira imobiliária, a maior do banco, por outro lado, tem menos de 1,5% de clientes inadimplentes.
* Com informações da Agência Brasil.
Com informações da Agência Brasil, da Rádio Nacional em Brasília, Gabriel Brum
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