Milhões de jovens vão às urnas pela primeira vez neste ano. Três milhões e quinhentos mil novos eleitores têm entre 16 e 18 anos. Apesar de o voto ser facultativo para menores de 18 anos, muitos estão na expectativa para votar em outubro. É o caso de Júlia Faria Carvalho, de 17 anos.

“É um pouco diferente a experiência de poder votar pela primeira vez, porque era sempre uma coisa que a gente via nossos pais fazendo e agora a gente também tem essa responsabilidade. A gente poder votar faz a diferença no país, ainda mais como jovem, acho que é a melhor contribuição que a gente pode fazer, é escolher realmente quem que vai estar à frente governando o nosso país.”
Gabriel Mendes, de 18 anos, ainda não sabe em quem vai votar, mas destaca que a eleição mexe com a consciência.
“Os jovens, eles vão criando opinião própria sobre política, sobre a própria vida, e isso ajuda tanto no desenvolvimento pessoal quanto no desenvolvimento social, porque isso vai refletir um país mais autônomo, com futuros profissionais que tomam as próprias decisões baseadas nos seus ideais, nos seus próprios critérios.”
Alicia Lopes Nunes, de 18 anos, diz que será ativa e quer contribuir para um país socialmente mais justo.
“Eu ainda não sei qual candidato eu vou votar. Eu ainda pretendo estudar não só as propostas, mas a vida das pessoas que apresentaram tais propostas, porque apresentar propostas é muito fácil. E eu acredito que o voto é importante, faz sim diferença, e ajuda a buscar um país que se alinhe com os princípios individuais de cada um.”
Votar é um ato de cidadania. Segundo o cientista político Bhreno Vieira, a primeira vez nas urnas representa o começo do processo de socialização política.
“É nesse momento que o jovem ele vai se reconhecer participante das decisões, e o ideal é que ele tome para si uma carga de responsabilização também, no sentido que ele está fazendo uma escolha. Então, no momento que esse jovem ele faz uma escolha, seja por um candidato A, B ou C, simplesmente ele tem que reconhecer essa responsabilização e ele tem que se fazer pertencente a um coletivo maior que é a sociedade, o Estado, o país, enfim. Comparecer, conhecer os candidatos, acompanhar os resultados, isso vai ajudar a criar um hábito de participação para que se prolongue a partir de outras eleições seguintes.”
Para Bhreno Vieira, o eleitor deve aproveitar este momento para pesquisar os projetos dos candidatos.
“É comparar propostas, compreender que o voto não deve ser escolhido por coisas triviais, mas por opções relevantes, o que é que aquele candidato está ofertando em termos de política pública para ele fazer quando estiver governando, ou quando ele estiver legislando no Senado, na Câmara dos Deputados, na Assembleia Estadual.”
O Brasil tem quase 160 milhões de eleitores. Em outubro, os votos são para presidente da República, governador, senador e para deputados federais, estaduais ou distritais. Para mais informações, baixe no celular o aplicativo e-Título da Justiça Eleitoral.
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